Resenha: A Invenção de Hugo Cabret – Brian Selznick

a-invencao-de-hugo-cabret-brian-selznickTítulo: A Invenção de Hugo Cabret

Título Original: The Invention of Hugo Cabret

Autor: Brian Selznick

Páginas: 534

Editora: Edições SM

Ano de Lançamento:  2007

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Sinopse: “Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo toma conta dos gigantescos relógios do lugar: escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas.

A sobrevivência de Hugo depende do anonimato:ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto.

Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e uma homem mecânico estão no centro desta
intrincada e imprevisível história, que, narrada por textos e imagens, mistura elementos dos quadrinhos do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.”

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Eu ganhei esse livro no Natal de 2011 de um primo meu. Mas eu não sei o motivo de eu ter esperado tanto tempo para ler esse livro. Eu me arrependi de não ter lido mais cedo. A Invenção de Hugo Cabret é uma incrível e emocionante história que proporciona ao leitor uma experiência de de leitura singular e inovadora, capaz de cativar a todos os tipos de leitores.

O escritor americano Brian Selznick nos conta a história de um menino órfão, Hugo, que vive escondido na estação central de trem em Paris na década de 1930. O pai de Hugo morreu em um incêndio. Ele foi morar com o tio, que era o relojoeiro da estação de trem, quem mantinha todos os relógios da estação funcionando. Mas um dia seu tio desaparece, deixando-o sozinho. Agora, todos os dia Hugo deve trabalhar na manutenção dos relógios para que ninguém desconfie que seu tio desapareceu e que ele está sozinho. Em parte ele não quer ser pego pelo Inspetor da estação e  ser levado para um orfanato, mas por outro lado, ele esconde um misterioso segredo que pode pode revelar-lhe as respostas que deseja, mas esse segredo está “trancado” e a chave perdida.

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Brian Selznick

O grande barato do livro são as ilustrações. Nesse livro as ilustrações não são um complemento para obra. Elas fazem parte da narrativa. Muitas cenas não são descritas com palavras, mas pelos desenhos do próprio autor. O leitor deve “ler” os desenhos. O leitor então é embarcado es ma experiência de leitura nova, em que ele palavra e ilustrações. O livro tem 534 páginas, mas a leitura se torna rápida, leve, agradável e fluída. Sem contar que todos os desenhos são lindos, bastantes sombrios e melancólicos.

Mais a história em si também é emocionante. Acompanhar o cotidiano de Hugo, viver junto dele seus dramas e acompanhar o mistério em relação ao seu passado e também seu futuro. O leitor fica cativado e apegado ao personagem.

Os demais personagens também são muito bem retratados. A inteligente Isabelle, que acompanha Hugo em suas desventuras, é uma personagem muito interessante. O tio de Isabelle, o cruel dono da loja de brinquedos é cercado de mistério e dúvidas, e está relacionado intimamente com o segredo de Hugo, embora nenhum dos dois saibam disso. O Inspetor da estação é outro personagem interessante, e é divertido e agoniante as perseguições dele atrás de Hugo.

O leitor se surpreenderá com as revelações e reviravoltas impressionantes da trama. A sutiliza e a perspicácia com que o segredo de Hugo é desvendado e como os elementos para tal são achados e apresentados é são pontos chaves da narrativa. O leitor com certeza vai gostar do final encantador.

O livro é uma grande homenagem a arte de contar histórias e ao cinema. Uma história intricada a princípio, mas que se revela simples e bela no final. Os cenários, a trama, os personagens são memoráveis. O livro me fez refletir bastante no porque do meu amor por histórias, tantos escritas como as contadas e assistidas. É uma leitura excepcional. Vale a pena conferir esse livro.

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Eu também recomendo a adaptação do livro de 2011 do brilhante diretor Martin Scorsese. O filme transmite de uma forma muito fiel ao livro as mesmas emoções da história original, embora colocando seus próprios elementos, que não atrapalham a história, mas só fazem aumentar seu brilho.

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Cartaz do filme de 2011

Nota: 9/10

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Filipe Faria