Resenha: O Ladrão de Raios – Rick Riordan

o-ladrao-de-raios2Título: O Ladrão de Raios

Título Original: The Lightning Thief

Autor: Rick Riordan

Páginas: 400

Editora: Intrínseca

Ano de Lançamento: 2005

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Sinopse: “Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.”

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Esse com certeza foi um dos livros que eu mais relutei em ler na minha vida. O sucesso da série Percy Jackson e os Olimpianos, escrita pelo autor americano Rick Riordan, é indiscutível, mas pelo pouco que eu conhecia da história, achava que esse era um livro péssimo que tinha virado moda entre uma grande leva de adolescentes pelo mundo. Mas não são se pode julgar uma obra sem antes conhece-la, então decidi que leria a série. Eis aqui minhas impressões do primeiro livro, O Ladrão de Raios.

A ideia central do livro é trazer a cultura e mitologia grega para a modernidade. Na trama, os deuses do panteão grego existem, e estão estabelecidos no Monte Olimpo que agora paira sobre o Empire Estate Building em Nova Iorque, pois s deuses estão sempre seguindo a nação mais poderosa. Consequentemente, todos os monstros e seres mitológicos também são reais e estão espalhados pelos EUA. Mas o foco principal da narrativa são nos semi-deuses (ou meios-sangues) que são jovens filhos de um deus e um humano mortal. A trama acompanha Perseu Jackson, um garoto de 12 anos que acaba descobrindo que é um desses meio-sangues e talvez o mais poderoso deles.

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Rick Riordan

A narrativa em primeira pessoa, a forma como Percy se comunica com  leitor, de forma bem humorada, como se realmente estivesse falando com um amigo, é uma forma bem eficiente de cativar o leitor e simpatizar com o protagonista. O leitor acaba descobrindo tudo junto de Percy, acompanhado de uma forma bem transparente a estranha reviravolta em sua vida. O drama pessoal inicial de Percy também pode conquistar o leitor. Antes de descobrir que é um semi-deus, ele é apenas um garoto problemático, com dislexia que é expulso de todas as escolas que entra, pensando onde estará seu pai, na tristeza de sua mãe que tem que aturar o seu nojento e degradável padrasto. O leitor chega até ter pena.

Logo no começo a coisa já pega fogo. Pecy é atacado por um monstro e as dúvidas já começam a surgir. Depois mais um ataque acontece e dessa vez ele e sua mãe fogem junto de seu melhor Grover. Ele é então levado para o Acampamento Meio-Sangue, um lugar onde os semi-deuses são treinados e ficam protegidos dos monstros que os perseguem. Logo acontecem várias revelações e os personagens centrais são definitivamente apresentados. Grover se revela um sátiro (Meio garoto, meio bode) e o professor de Percy, Quíron se revela um centauro (meio homem, meio cavalo). Ele também conhece a filha de Atena Annabeth. Ele também descobre que é filho de Poseidon.

É interessantes acompanhar os primeiros dias de Percy no acampamento e també ir conhecendo os outros semi- deuses, como Clarisse e Luke (este tem uma importância tremenda para o decorrer da série). Mas logo Percy precisa sair em uma missão. O raio de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito. Junto de Annabeth e Grover, ele passa por diversos desafios para salvar o Olimpo.

Depois disso é um monstro atrás do outro, chegando ao ponto que fica cansativo e o leitor fica impressionado com o tamanho do azar do trio. Mas as lutas são bem narradas e bem descritas e até bem emocionantes. Também é legal a forma como o autor associa pontos dos EUA com lugares místicos. Os cenários variam bastante, indo de Nova Iorque até o Submundo. Acompanhar o relacionamento do trio principal.

Há vários momentos chaves no livro que podem passar desapercebidos no livro, mas que são utilizados mais para frente na trama e até em outros livros da série. Existem várias cenas marcantes no final do livro, como o encontro com Hades, a luta de Percy com Ares e o Conselho do Olimpo, onde o leitor é apresentado aos demais deuses olimpianos. Mas a grande revelação no final, no qual um personagem importante e do qual ninguém desconfiava, se revela o verdadeiro vilão da história. Fica uma boa deixa para a continuação e o leitor realmente fica um pouco ansioso, não só pelo livro seguinte mas também pelo acontecimentos mais futuros da série.

Enfim, eu estava um pouco errado sobre o livro. Antes de ler eu realmente achava que o livro era horrível. Gostei de ser surpreendido pela história. O livro não é uma Obra-Prima mas é uma boa leitura. Vale a pena dar uma conferida no livro. Boa leitura.

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Percy Jackson

Percy Jackson E O Ladrão De Raios

Filme de 2010

Mas eu faço uma alerta em relação a adaptação cinematográfica feita em 2010. O filme perceptível discrepância em relação ao livro. A caracterização dos personagens está errada, o roteiro é muito diferente, elementos presentes em outros livros da série aparecem precipitadamente nesse primeiro filme. Se você estiver afim de ver uma adaptação fiel, vai se desapontar.

Nota: 8/10

Espero que vocês tenham gostado da resenha. Nos comentários você pode colocar sua opinião sobre a resenha, diga se gostou ou não gostou, diga o que você acha que possa melhorar, alguma sugestão para uma próxima resenha, uma crítica, uma bronca, algo construtivo para podermos melhorar o blog. Obrigado por lerem. E feliz dia do leitor para todos. Parabéns para nós.

Filipe Faria

Resenha: Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas

capa_FINAL    Título: Os Três Mosqueteiros

    Título Original: Les Trois Mousquetaires

    Autor: Alexandre Dumas

    Páginas: 792

    Editora: Zahar

    Ano de Lançamento: 1844

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    Sinopse: “Os três mosqueteiros estão prontos para defender o rei Luiz XIII. Athos, Porthos e Aramis enfrentam todos os perigos para impedir que o demoníaco Cardeal Richelieu destrua o rei da França. Enquanto isso, o jovem D’Artagnan que sonha ser um Mosqueteiro, coloca sua vida em risco quando resolve agir sozinho e apaixona-se pela Condessa de Winter, a bela espiã de Richelieu. Se D’Artagnnan conseguir escapar das armadilhas da Condessa e tornar-se um Mosqueteiro, ainda assim terá que provar sua lealdade e habilidade de grande espadachim.”

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    Um dos livros de aventura mais conhecidos no mundo com certeza é Os Três Mosqueteiros, do escritor francês Alexandre Dumas. A obra clássica de 1844 ainda é muito popular atualmente. Afinal, quem não conhece a famosa frase “ Um por todos e todos por um”?.

    A célebre narrativa do jovem D’Artagnan, que sonha em se tornar mosqueteiro e que se junta aos “inseparáveis” Athos, Porthos e Aramis à serviço do rei em Paris é uma história sobre amizade, luta pelo poder, vingança e amor. Uma fórmula interessante para uma obra magnífica.

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Alexandre Dumas

 A história se passa na França do século XVII. D’Artagnan chega a Paris para se unir ao Mosqueteiros bem em meio de uma conspiração do perverso  Cardeal Richelieu para tomar o trono de Luís XII. Mas ele e os três mosqueteiros se metem em diversas aventuras para salvar o reino.

A forma como o autor explana a personalidade de cada um dos mosqueteiros é um dos pontos mais legais do livro. O passado sombrio de Athos, a discrepância e a vaidade de Porthos e a eterna dúvida de Aramis de torna-se ou não padre são muito interessantes e perspicazes, fazendo com que o leitor se apegue aos personagens. O leitor também gostará de acompanhar a trajetória e o romance do corajoso e audacioso D’Artagnan. Sem falar nos emocionantes duelos e batalhas.

Os demais personagens são explorados na medida certa, como o Duque de Buckingham, a Rainha Ana d’ Áustria, o criado Planchet, M. de Tréville, Rochefort , a amada de  D’Artagnan, Constance Bonacieux e principalmente Milady. O mistério em torno dessa personagem e seu dramático final vai surpreender o leitor.

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    O leitor se deleitará com diversas cenas dramáticas e emocionantes como o duelo contra os guardas do cardeal, o drama do colar da rainha, a corrida para Londres e o Cerco de La Rochelle. O Final é emocionante e agradará muito o leitor.

    Existem várias edições desse livro no Brasil, versões completas e compiladas. Eu recomendo você ler uma versão completa se você quiser ter a verdadeira experiencia com essa narrativa e uma dimensão mais real dessa obra.

   Este livro foi essencial para estabelecer muitos conceitos e aspectos para os livros de aventuras  que foram utilizados em muitas obras posteriormente. Esse clássico ainda tem muita relevância para os leitores desse século que apreciam uma boa aventura.

    Vale muito a pena conferir esse livro. Muitas pessoas hoje só leem best-sellers e livros da moda hoje em dia, não que isso seja ruim ou errado, ler é sempre bom. Mas se você quiser começar a ter um contato com clássicos da literatura, Os Três Mosqueteiros pode ser um bom começo.

     Os Três Mosqueteiros tem algumas adaptações para o cinema que são bem bacanas de conferir. Como a versão de 1993, que, embora tenha recebido duras críticas, eu considero bem interessante. Também temos a versão piromaníaca e bem doidinha de 2011, que até que é bem interessante para contar a história sobre outro aspecto, mas não é muito fiel ao livro. Uma adaptação para televisão da BBC estreia nesse mês de Janeiro.

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Da esquerda para a direita: Filme de 1993, filme de 2011 e série da BBC de 2014

Nota: 9/10

Espero que vocês tenham gostado da resenha. Nos comentários você pode colocar sua opinião sobre a resenha, diga se gostou ou não gostou, diga o que você acha que possa melhorar, alguma sugestão para uma próxima resenha, uma crítica, uma bronca, algo construtivo para podermos melhorar o blog. Obrigado por lerem. Até logo.

Filipe Faria

Resenha: Um Estudo em Vermelho – Arthur Conan Doyle

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Título: Um Estudo em Vermelho

Título Original: A Study in Scarlet

Autor: Arthur Conan Doyle

Páginas: 192

Editora: Zahar

Ano de Laçamento: 1888

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Sinopse: “O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um “cão de caça”. Lamentava-se de que “não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias”, quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda — o cadáver de um homem foi encontrado numa casa desabitada, mas não há qualquer indício de roubo ou da natureza da morte. Sherlock Holmes não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia.

Um Estudo em Vermelho (1887), de Arthur Conan Doyle (1859- 1930), é a estreia de Holmes. A história foi editada pela primeira vez na revista Beeton’s Christmas Annual e logo fascinou inúmeros leitores, para quem o endereço do detective — 221B Baker Street, Londres — se tornou uma das ruas mais famosas da literatura. As deduções do investigador são narradas pelo seu amigo, o Doutor John Watson, uma espécie de Sancho Pança de Holmes.”

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Um dos personagens mais famosos da literatura mundial e o principal ícone do gênero policial é sem dúvidas o famoso detetive Sherlock Holmes. O escritor britânico Sir Athur Conan Doyle criou no final do século XIX um personagem que ainda permanece vivo nos corações de milhares de leitores. O célebre detetive ganhou tanta admiração pela sua imensa inteligência, seu incrível poder de dedução e sua personalidade incrivelmente excêntrica.

Em seu romance de estreia, Um Estudo em Vermelho, o autor apresentou a público Sherlock Holmes e seu sempre fiel companheiro Dr. John Watson em um mistério muito audacioso e perspicaz. Uma trama que prende, diverte e agrada muito os leitores, que são cativados pelo humor e pela genialidade do personagem.

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Arthur Conan Doyle

A narrativa começa com a apresentação do Dr. Watson, o que já é bom para o leitor simpatizar com esse ótimo personagem. Em seguida acompanhamos o encontro do Doutor com Holmes, no qual já temos nosso primeiro encontro com o poder de dedução do detetive. Acompanhamos como os dois se conhecem e acabam indo morar juntos no 221-B Barker Street.

O leitor vai se encontrar  rindo enquanto conhece Holmes junto o Watson. As suas manias absurdas são muito cômicas e irreverentes, e isso é um dos pontos mais legais do livro. Mas o relato começa a ficar instigante mesmo quando Holmes começa a investigar um misterioso assasinato. Enquanto a polícia fica totalmente desnorteada diante das pistas confusas e escassas, vemos Holmes pondo sua habilidade  de dedução em ação. As circunstâncias do crime realmente são muito estranhas e misteriosas, mas o detetive  espera o máximo possível,até pegar o criminoso, para revelar como desvendou o mistério. O leitor fica realmente angustiado para saber como Holmes resolveu o caso.

Os diálogos entre Holmes e Watson são muito legais e interessantes. o leitor vai percebendo logo a conexão que se forma entre os dois, que perdurará por outras diversas aventuras. Também é muito interessante o modo como o autor descreve os cenários. O apartamento em Baker Street, as ruas sombrias e soturnas de Londres, a cena do crime e as planícies dos EUA são retratadas de um jeito bem particular do autor.

O leitor também é apresentado a diversos elementos que vão fazer parte das estórias do detetive daqui por diante e que também ficara marcados como características bem próprias do personagem, como o famoso cachimbo, o violino Stradivarius, a lupa, o chapéu e etc. Outros personagens célebres serão apresentados, como  a Senhora Hudson, o Inspetor Lestrade e o Inspetor Gregson. Os antagonistas também são bastante curiosos, principalmente Jefferson Hope, que tem uma história de vingança bem dramática.

O livro é curto, então a leitura flui muito bem através da trama. Dificilmente o leitor ficará entediado. O livro prende o leitor do início. O leitor ficará ansioso para acompanhar os próximos mistérios. E que são muitos, muitas aventuras e casos para se ler. Vale muito a pena ler esse clássico da literatura policial.

Eu também recomendo as diversas adaptações do personagem para o cinema e para a TV. Sherlock Holmes é um dos personagens mais adaptados para mídias audiovisuais. Já foi interpretado por diversos atores célebres como Basil Rathbone e Jeremy Brett, e mais recentemente no cinema por Robert Downey Jr, e na televisão por  Jonny Lee Miller e por Benedict Cumberbatch. 

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Da esquerda para a direita: Basil Rathbone, Jeremy Brett, Robert Downey Jr., Benedict Cumberbatch e Jonny Lee Miller

Nota: 8,5/10

Espero que vocês tenham gostado da resenha. Nos comentários você pode colocar sua opinião sobre a resenha, diga se gostou ou não gostou, diga o que você acha que possa melhorar, alguma sugestão para uma próxima resenha, uma crítica, uma bronca, algo construtivo para podermos melhorar o blog. Obrigado por lerem. Até logo.

Filipe Faria

Resenha: Jogos Vorazes – Suzanne Collins

jogos-vorazes    Título: Jogos Vorazes

    Título Original: The Hunger Games

    Autora: Suzanne Collins

    Páginas: 397

    Editora: Rocco

    Ano de Lançamento: 2008

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    Sinopse: “Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?”

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    Ficção científica nem sempre precisa ter alienígenas, robôs e viagens intergaláticas. A trilogia Jogos Vorazes, da autora americana Suzanne Collins , caiu nas graças de uma legião imensa de leitores contando uma estória de ficção científica que foge de certos padrões já bem estabelecidos no gênero e ao mesmo tempo colocando aspectos que atraem leitores de todas as idades.

    A estória se passa em Panem, um país que surgiu na América do Norte depois da extinção dos EUA, devido a uma grande guerra. O país é formado por doze distritos que são governados pela Capital. Depois que uma rebelião dos distritos foi repelida pela Capital, uma forma de controlar os distritos e impedir uma nova revolução foi criada. Os Jogos Vorazes consistem em um evento anual televisionado para todo país no qual um garoto e uma garota entre 12 e 18 anos vindos de cada um dos distritos lutam até a morte numa arena.

    A narrativa segue Katniss  Everdeenn, uma jovem do Distrito 12, que vive com sua mãe e com sua irmã mais nova Primrose (ou somente Prim). Seu pai morreu trabalhando nas minas de carvão do Distrito 12, e desde então ela precisa caçar para poder alimentar e sustentar sua família, pois sua mãe não consegue trabalhar devido ao trauma da perda do marido que a deixou doente.

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Suzanne Collins

    No dia da Colheita (o dia em que os jovens ou “tributos” são escolhidos para os Jogos)  Prim é sorteada. Não podendo aceitar a ideia de perder sua irmã, Katniss se oferece para participar dos jogos, substituindo Prim.

    A narrativa é em primeira pessoa, através do relato de Katniss, o que proporciona ao leitor saber praticamente tudo o que a personagem está sentindo e pensando, dando um tom dramático e certas vezes melancólico para o enredo. Mas é uma formar muito interessante de o leitor interagir mais com a personagem.

    O problema desse livro é o fato de a autora ter inserido alguns elementos que hoje em dia só servem para arrancar suspiros de garotas adolescentes. Eu não acho que esse tenha sido o objetivo da autora ao colocar um triângulo amoroso e fazer com que a personagem principal esteja sempre confusa e incerta, mas isso desviou a atenção de muita gente do foco principal do livro. Muitas pessoas leem o livro e só se importam com quem Katniss ficará no final em vez de prestar atenção no conflito social, no jogo de poder, no drama dos Jogos e outras coisas genias da obra. Mas esse é o único ponto negativo do livro.

     A forma como a autora desenrola os acontecimentos prende muito o leitor. O modo como ela colocou a sociedade futurista de Panem é muito perspicaz  e faz o leitor pensar se isso não pode ocorre em nosso dias. Os distrito padecem na pobreza enquanto os cidadãos da  Capital vivem em uma eterna festa às custas dos mais fracos. É muito legal ver a reação de Katniss ao se deparar com as mordomias da capital, depois de tanto tempo passando fome.

    Os demais personagens são bem desenvolvidos até certo ponto, mas ao mesmo tempo cercados de mistérios. Peeta Mellark, o garoto que vai para os Jogos com Katniss é um personagem bem interessante, devido as suas atitudes e seu caráter leal e protetor. O amigo de Katniss, Gale não é tão bem explorado quando poderia ser nesse primeiro livro, deixando dúvidas e expectativas sobre ele para os próximos livros. Haymitch é um personagem bem curioso, soturno e às vezes engraçado, principalmente quando faz babaquices quando bêbado. Outros personagens como Effie, Cinna e o abominável presidente Snow são bem marcantes.

    Mas o ponto alto da trama realmente são s Jogos em si. Jovens lutando até a morte é realmente perturbador, mas muito emocionante. As cenas de duelos são narradas de um jeito muito coeso mas não muito explícito, obviamente para não chocar demais os leitores um pouco mais sensíveis. Acompanhar as cenas de ação e sobrevivência arrebatam fortemente o leitor. É muito legal torcer por Katniss durantes esses momentos e poder imaginar seus prodígios no tiro com arco. Mais ao mesmo tempo é muito triste acompanhar a morte de jovens inocentes que realmente não queriam estar ali.

    O final é realmente muito surpreendente e inteligente. Os leitores vão ficar ansioso para ler a continuação. Vale muita a pena ler o livro, acompanhar  essa narrativa muito inteligente, que for lida com um objetivo um tanto mais filosófico fica ainda melhor. Eu recomendo também a adaptação cinematográfica do livro que é muito fiel à obra e transmite muito bem o que o livro tem de melhor. Logo teremos resenha dos próximos livros da trilogia. Boa leitura.

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Nota: 8,5/10

    Espero que vocês tenham gostado da resenha. Nos comentários você pode colocar sua opinião sobre a resenha, diga se gostou ou não gostou, diga o que você acha que possa melhorar, alguma sugestão para uma próxima resenha, uma crítica, uma bronca, algo construtivo para podermos melhorar o blog. Obrigado por lerem. Feliz 2014 para todos, e que todos tenham um ótimo ano, com muitas viagens pelos livros. Até logo.

Filipe Faria

Resenha: Eragon – Christopher Paolini

ERAGON_1299874224P    Título: Eragon

    Autor: Christopher Paolini

    Páginas: 465

    Editora: Rocco

    Ano de Lançamento: 2003

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    Sinopse: “Eragon é o romance de estreia de Christopher Paolini, uma história repleta de ação, perigosos vilões e locais fantásticos. Com dragões e elfos, cavaleiros, lutas de espadas, inesperadas revelações e, claro, uma linda donzela que é muito bem capaz de cuidar de si própria. O protagonista, de quinze anos, é um pacato rapaz do campo, que ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é peça principal.”

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    O gênero de fantasia épica é bastante popular. Histórias como O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia e também, a muito famosa atualmente, As Crônicas de Gelo e Fogo, sempre deslumbraram a imaginações de milhares de leitores. Mas outra saga de fantasia muito emocionante e muito bem escrita, terá o destaque por aqui hoje. O Ciclo A Herança do escritor americano Christopher Paolini faz jus a esse gênero tão apreciado, construindo seu próprio e rico universo fantástico que tem seu início no livro Eragon.

   “O Vento uiva pela noite trazendo consigo um aroma capaz de mudar o mundo.”

   A historia se passa no continente fictício chamado Alagaësia. A antiga Ordem dos Cavaleiros de Dragão, que mantinha a paz e a segurança de todo o reino, foi extinta pelo terrível traidor Galbatorix e seus 13 Cavaleiros Renegados. Galbatorix agora domina todo o Império com mão de ferro.

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Christopher Paolini

Um jovem simples do campo, Eragon, encontra durante uma caçada uma pedra azul brilhante. Mal sabia ele que aquilo iria mudar o seu destino.

Ele descobre que a pedra na verdade é um ovo de dragão e que ele está prestes a fazer ressurgir novamente os Cavaleiros de Dragão. O início do livro pode ser até um pouco clichê e maçante, mas a descoberta do ovo e o nascimento do dragão Saphira dão um novo e empolgante rumo para a narrativa. Eragon e Saphira criam um elo mental, uma forma de se comunicarem pelos seus pensamentos e transmitirem um ao outro suas emoções, o que é uma das coisa mais originais e bem desenvolvidas no livro. Juntos, eles partem numa jornada para salvar Alagaësia.

Logo no começo, além dos já mencionados acontecimentos, a mão do Império já se revela através de umas das principais ameças do livro, os monstros Ra’zac, que cometem atrocidades com a família de Eragon. Isso o incita a partir no encalço dos Ra’zac atras de vingança, deixando o seu pequeno povoado, Carvahall. Um dos personagens mais interessantes da narrativa o acompanha, Brom, o contador de historias do povoado, que demonstra ser grande conhecedor dos dragões e que se torna mentor e professor de Eragon.

Como o livro é relativamente longo, a narrativa fica um pouco monótona perto do meio, o que é um dos pontos negativos do livro, mas é importante para descrever o aprendizado de Eragon na magia e na luta com espadas. O livro a partir daí fica bem empolgante, com várias lutas, perseguições, voos e ferimentos. Vários personagens interessantes são apresentados no decorrer da viagem, como a herbolária Ângela, Jeod, e o misterioso Murtagh (que tem uma importante função no decorrer da série), a bela elfa Arya e o principal vilão desse livro, o espectro Durza.

A descrição geográfica feita por Paolini é perfeita. Desertos, montanhas, vales, cidades são muito bem descritas. Não só os cenários mas também as diversas raças do continente, como os anões, os elfos e os terríveis Urgals.

Existem muitas surpresas na trama e excelentes cenas de ação e grandes. O relacionamento entre Eragon e Saphira é muito bem desenvolvido. A maneira com que o autor explica a História da Alagaësia e como funciona a magia são até bem lógicas. O desfecho na Batalha de Farthen Dûr é muito emocionante. O final deixa o leitor extremamente ansioso pela continuação.

Esse livro com certeza dá um brilhante início a uma maravilhosa saga de fantasia.O leitor vai se emocionar com essa emocionante viagem. Vale muito a pena conferir esse livro, embora eu faça um alerta para a adaptação cinematográfica que ficou bem mal feita e não chega aos pés dessa obra. Logo teremos resenhas dos outros três livros do Ciclo. Boa leitura.

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    Nota: 8,5/10

     Espero que vocês tenham gostado da resenha. Nos comentários você pode colocar sua opinião sobre a resenha, diga se gostou ou não gostou, diga o que você acha que possa melhorar, alguma sugestão para uma próxima resenha, uma crítica, uma bronca, algo construtivo para podermos melhorar o blog. Obrigado por lerem. Até logo.

Filipe Faria

Resenha: Fortaleza Digital – Dan Brown

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    Título: Fortaleza Digital

    Título Original: Digital Fortress

    Autor: Dan Brown

    Páginas: 330

    Editora: Sextante

    Ano de Lançamento: 1998

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    Sinopse: “Em Fortaleza Digital, Brown mergulha no intrigante universo dos serviços de informação e ambienta sua história na ultra-secreta e multibilionária NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, mais poderosa do que a CIA ou qualquer outra organização de inteligência do mundo.

Quando o supercomputador da NSA, até então considerado uma arma invencível para decodificar mensagens terroristas transmitidas pela Internet, se depara com um novo código que não pode ser quebrado, a agência recorre à sua mais brilhante criptógrafa, a bela matemática Susan Fletcher.

Presa numa teia de segredos e mentiras, sem saber em quem confiar, Susan precisa encontrar a chave do engenhoso código para evitar o maior desastre da história da inteligência americana e para salvar a sua vida e a do homem que ama.

Uma corrida desesperada se desenrola paralelamente nos corredores do submundo do poder, nos arranha-céus de Tóquio e nas ruas de Sevilha. É uma batalha de vida ou morte que pode mudar para sempre o equilíbrio de forças no mundo.”

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    Dan Brown com certeza é um dos mais famosos escritores da modernidade. Mas antes do sucesso estrondoso que foi O Código da Vinci, Dan Brown começou a carreira de escritor com o suspense Fortaleza Digital. Essa primeira obra já mostra ao público o estilo de historia bem característico do autor, as conspirações em alto escalão, que podem ser vistas em todos os seus livros.

Dan Brown

Dan Brown

    O livro conta a história de Susan Fletcher, uma criptógrafa da NSA, a mais importante organização de serviços de inteligência dos EUA. Em seu dia de folga, estando prestes a viajar com seu noivo para as montanhas ela é chamada pelo seu chefe por causa de uma emergência na Agência. Mal sabia ela que estava prestes a entrar em um jogo de alto risco.

    A grande ameaça do livro é um novo algorítimo de encriptação, o Fortaleza Digital,que não pode ser decifrado nem pelo super computador da NSA, o TRANSLTR, que ameaça por em risco a segurança dos documentos secretos do governo americano. O seu inventor, Ensei Tankado, morre misteriosamente, e deixa solto pela encantadora cidade de Sevilla na Espanha, a única chave capaz de parar o código. Um enigmático anel.

    O desenrolar da trama é impressionante e sagaz. Os acontecimentos na NSA com Susan são os grandes pontos do livro. Cada reviravolta eletrizante prende muito o leitor na história. Ao mesmo tempo, o noivo de Susan , o professor David Becker, vai até a Espanha em busca do anel. Isso o coloca em diversas situações mirabolantes que fazem o leitor apreciar ainda mais o livro. As melhores cenas de ação do livro são com David, que é perseguido por um assassino profissional, e são muito emocionantes. Quando você pensa que não existe mais saída para David, ele dá um jeito nas coisas, às vezes com um pouco de sorte.

    Para leitores impacientes, o livro pode ser um suplício, pois o autor costuma encerrar um capítulo em um ponto crítico e depois iniciar outro com outra cena em outro continente, que pode deixar muitos com raiva. Mas é ótimo para deixar o clima de suspense.

   Existem reviravoltas com personagens que você achava que eram bonzinhos e de repente eles se tornam um vilão e também o oposto. O leitor fica angustiado  e preso na leitura por todo o livro. Vale à pena conferir o livro.

Nota:  8,5/10

     Espero que vocês tenham gostado da resenha. Nos comentários você pode colocar sua opinião sobre a resenha, diga se gostou ou não gostou, diga o que você acha que possa melhorar, alguma sugestão para uma próxima resenha, uma crítica, uma bronca, algo construtivo para podermos melhorar o blog. Obrigado por lerem. Até logo.

Filipe Faria

Resenha: O Hobbit- J.R.R Tolkien

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    Título Original: The Hobbit

    Autor: J.R.R Tolkien

    Páginas: 320

    Editora: Martins Fontes

    Ano de Lançamento: 1937

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    Sinopse: “Inesperadamente, Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado recebe a visita de 13 anões e Gandalf que o arrastam em uma jornada através das montanhas e das terras ermas enfretando trolls, orcs, wargs, elfos para o resgate de um tesouro muito bem guardado por Smaug, o dragão. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.”

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      Para inaugurar de vez o blog, a primeira resenha que publico é do livro O Hobbit de J.R.R Tolkien. Em parte essa é a primeira porque essa historia está bastante em alta com a recente estreia do filme O Hobbit – A Desolação de Smaug, segunda parte da trilogia feita pelo diretor Peter Jackson, e também por ser um livro com as características da temática do blog. É um livro sobre uma grande viagem, uma jornada de proporções épicas.

    Diferentemente de O Senhor dos Anéis, a obra mais famosa de Tolkien (que logo também terá uma resenha), esse prelúdio da trilogia foi escrito para crianças, mais especificamente para os filhos de Tolkien, com uma linguagem bem mais simples do que a saga do anel,o qual muitos reclamam, por isso a leitura corre bem suave, embora os capítulos não sejam muito curtos.

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J R.R Tolkien

    Esse livro dá início a criação do incrível universo que é a Terra-Média. Esse mundo criado pelo autor ,tão vasto, rico e de certo modo complexo, teve início na jornada do pequeno hobbit Bilbo Bolseiro. Certo dia o mago Gandalf chega até o Condado e simplesmente convida Bilbo para uma aventura. Em uma festa inesperada, 13 anões o chamam para ser o seu ladrão em uma missão para reconquistar seu reino em Erabor, a Montanha Solitária, que outrora fora tomada pelo dragão Smaug.

    Bilbo é um hobbit pacato e sedentário, acostumado a rotina do Condado. Ele reluta por ir, mas acaba cedendo, e através da viajem podemos acompanhar seu desenvolvimento de caráter, ao se tornar corajoso e destemido. Também é ótimo acompanhar a companhia dos anões, que são os personagens mais divertidos. Mas o anão que se destaca é Thórin, o descendente do rei de Erabor. Ele se mostra um grande líder pela trama, mas acompanhamos também mudanças de caráter nesse personagem que, em certo ponto, fica cego pela cobiça de tomar de volta seu reino e seu tesouro.

    O livro tem várias cenas ótimas e marcantes,como o encontro de Bilbo com Gollum e a descoberta do anel, o encontro com Beorn, a viajem pela Floresta das Trevas, a descida com os barris, o diálogo entre Bilbo e o terrível dragão Smaug, a devastação de Smaug na Cidade do Lago, tudo isso que culmina na emocionante Batalha dos Cinco exércitos. Uma historia realmente espetacular.

jh

Nota: 9/10

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Filipe Faria